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Música regional: pioneiros que influenciaram uma época
Em 1956, a segunda geração de musicos com Zeca Pedro (viola), Mané João (banjo) e no pandeiro ainda estamos pesquisando quem é o artista.
Em 1956, a segunda geração de musicos com Zeca Pedro (viola), Mané João (banjo) e no pandeiro ainda estamos pesquisando quem é o artista.

É com enorme prazer que participo desse site, que resgata a origem de toda a nossa região sul e tudo o que realmente há nela, nas linhas abaixo tentarei contar a história musical de uma maneira divertida e informal.

Falarei, de forma descontraída, dos “Pioneiros da música” da nossa região, aqueles que iniciaram a vocação musical, que foi e é intensa e rica. Se hoje temos bons (e ruins) músicos, devemos muito aos Pioneiros, que introduziram o primeiro violão, o primeiro baixo, a primeira guitarra, a primeira gaita de fole e etc. Por isso, segundo o “Y-górpe”, temos hoje cerca de 4.000 músicos só no Sertão da Quina (isso quer dizer que tem mais músico aqui do que gente).

Quero falar de uma banda, criada no fim dos anos 80 e início dos anos 90, formada com integrantes exclusivamente dessa região - os “Aborígines”.

Sua formação original contava o empresário Manoel Miguel de Oliveira, conhecido no meio artístico como Mané Preá (por ser um empresário muito astuto) e com Jair do Prado (assessor de imprensa). A banda assim era formada: João Topete na percussão e bateria, depois, devido à sua carreira “solo”, substituído pelo jovem Isaac Leal, na Guitarra Solo estava Haroldo Oliveira, tendo como influência Mané Custódio e Zéca Pedro (estes últimos ícones caiçaras em solos e arranjos respectivamente), Isaltino Leal nos vocais e Violão e Adílson no Baixo, mais conhecido como “Dilsinho” (demasiadamente conhecido no meio artístico como CABELO DE FOGO), o Maestro da banda, com todo o seu conhecimento musical.

Mais tarde, vendo que o grupo não conseguia acompanhar o seu nível, “Dilsinho” resolveu seguir carreira “solo”, com isto convidou um menino que acompanhava a banda desde o início, Everaldo Prado (filho do lendário “Cara de Onça”). Everaldo era um adolescente na época e compôs a formação definitiva da banda que tocou em diversos bares e festas da região, como o”Bar da Júlia”. A banda participou ainda de vários festivais, tais como o de “Gramado”, o de “Campos”, sendo ambos de futebol. Também tocaram em Laje (rua da). O grupo contava com um belo fã-clube com mais de 5.000 integrantes só no Sertão da Quina, era sem dúvida um “sucesso de crítica”.

Infelizmente, hoje em dia, pra nossa história local, esta banda, pioneira em nossa região, serve de influência para todas as outras bandas que surgiram e que surgirão. A banda não existe mais e seus integrantes, apesar de ainda tocarem esporadicamente, seguiram carreira em outros ramos e o único que seguiu a vida de músico foi o garoto Everaldo, que hoje, sem sombra de dúvida, assim como este que vos escreve, está entre os “3600 melhores músicos do Sertão da Quina”, graças à oportunidade dada pelo grande Maestro “Dilsinho”, que foi o Pioneiro no baixo em nossa região.

Valeu pessoal, gozações à parte, até a próxima, em que pretendo continuar contando a história dos pioneiros musicais da região, além de dicas sobre instrumentos e afins, se Deus quiser. Fui...

Amilton Souza
Caiçara da 5ª geração da Família Souza (Paterno) e da Família Santos (Materno),
Músico e Professor de contrabaixo e violão licenciado pela IB&T e IV&T em Caraguatatuba
e Região, discípulo do Maestro “Dilsinho” e já tocou no Boteco do Povo
amilton-sergio@hotmail.com



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