Lagos do Poço Verde: cenário belo e
encantador

Local ideal para
observação de fauna e flora da Mata Atlantica. Isso só é
possível pelo fato do local nunca ter sido utilizado
como roça pelos moradores. No detalhe, ossada de
porco-do-mato |
Como toda aventura, o local
precisou de atenção e verificação para desbravar mais esta parte
deste paraíso. O local que fica no território vizinho trata-se
de uma paisagem muito encantadora e bela. Imagina-se a beleza em
que os nossos primeiros moradores (indígenas) não viam todos os
dias, e não destruíam, apenas a utilizavam para sua
sobrevivência.
Para se chegar ao local há que passar por um por um condomínio
residencial na praia da Mococa. Lá a entrada para visita é
permitida, porém se faz necessário alguns procedimentos de
segurança ao condomínio como a apresentação de documentos. Se
for de carro, o veículo terá que ficar próximo a guarita do lado
de fora. Existe um portão fechado com cadeado, com acesso para
pedestre. Nossa equipe foi de moto por isso adentramos ao local.
Para quem não conhece a trilha é recomendável o uso de mapas e
outros recursos tecnológicos, pois o visitante poderá sair no
planalto, mais precisamente no bairro do Pouso Alto. No
condomínio não existe placa indicando a entrada da trilha, então
basta seguir a te a última rua do canto esquerdo do condomínio
para avistar o começo da trilha. Deixamos a moto e fomos a pé o
resto do caminho.
A medida que se avança na floresta é possível passar por muitos
rios pequenos de águas límpidas, algumas arvores como, também
conhecidas como “fruteiras” de Bacubixaba e Guacá carregadas de
frutos espalhadas pelo chão. No local é possível avistar ainda
rastros de animais que vem para o banquete. Nesta última visita
foi possível achar entre as pedras e arvores um crânio de um
porco do mato.
Visualizar Lagos do Poço Verde em um mapa maior
O local tem um formato de uma ilha de tamanho considerável, que
se der continuidade ao caminho pode alcançar o bairro do Araribá
já em Ubatuba. Neste momento é bom salientar a importância de
estar vestindo roupas adequadas para trilha. Foi encontrada uma
árvore em decomposição no meio do caminho, e ao tentar tirá-la,
levantou uma poeira e seus minúsculos moradores deixaram alguns
guias com o corpo todo “empipocado”. Isto porque todos estavam
só com o rosto e as mãos descobertos.
O local ainda foi palco de desbravadores para a marcação oficial
das divisas de municípios e estado.
Alguns mateiros que sobem ao planalto por ali, relatam a
descoberta de ferramentas e material de trabalho desta equipe,
que trabalhou no local por volta da década de 1950. O local
ainda é continuidade de caminho a cachoeira do Poço Verde e lá
são contadas histórias sobre tesouros escondidos no período do
tráfico de negros da região, já que é um dos pontos de subida
para a pratica na época.
Moradores antigos lembram que ouviam histórias de um pedaço do
caminho que havia dois canhões de ferro encravados na mata, que
serviam para espantar as tropas do governo no combate ao tráfico
de negros que iam para o planalto.
O caminho que eles relatam também levava até a um “bairro” que
servia de abrigo aos capangas que faziam o serviço. Esta trilha
até o conjunto de poços tem aproximadamente cinco quilômetros e
é considerava de leve para média complexidade.
Vale lembrar que existem outras trilhas para se chegar ao local,
alguns são mantidos em segredo pelos moradores da região. Bom
salientar da importância de preservar o local, não deixar lixo e
não cortar nada.
O local está em ótimas condições de preservação e conservação e
é bom que esteja sempre assim, como nossos antepassados que por
lá passaram a deixaram bela e encantadora.
Dica: sempre contratar um guia ou mateiro experiente para o
passeio. Não entre na mata sózinho, pois voce pode se perder.
Texto e fotos:
Claudia Felix e Silas Fileto