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Confederação dos Tamoios: o evento mais espetacular da nossa história
Índios Tamoios
Instigados pelos franceses e gravemente ofendidos pela cobiça do reino de Portugal, os Tamoios (Tupinambá) se aliaram às ordens de Cunhambebe e de Aimberé, para varrer da costa os indesejáveis portugueses.

Entre os anos de 1554 e 1575 o litoral foi lugar de entrada dos europeus. Os Tupinambá, uma raça guerreira e destemida que vivia sobre os princípios de suas crenças, estabelecendo a partir dela uma organização social, travou contra os portugueses (Perós) uma guerra sem precedentes no litoral. Essa parcela da família tupi, que queria ser chamada de tupinambá, hostilizava sem descanso as demais tribos, devorando seus inimigos em rituais antropofágicos, tão repelidos pelos jesuítas amigos dos portugueses.

As ações dos portugueses, apenas para atender a coroa, a captura e maltratos aos indígenas, a tomada e devastação de suas terras, o uso de suas mulheres como amantes, a queima de suas plantações, a perda da liberdade causaram um grande descontentamento entre as tribos existentes. Vale lembrar que a chegada dos portugueses ao Brasil, coincide , quase, com a chegada dos franceses. Os dois começaram logo a explorar as riquezas existentes. Na vastidão de nosso litoral, eles quase não se encontravam, quando isto acontecia, o encontro era fatal. Portugal considerava a terra descoberta sua propriedade e exclusividade da Coroa, tanto pelas concessões papais, pelo tratado de limites com a Espanha e pela propriedade do descobrimento. Os Mair viram nas terras novas muitas vantagens: matérias primas de boa qualidade e não pagavam impostos. Com isto trataram de conquistar os nativos, ao menos, de inicio, respeitavam muito sua forma de viver.

O litoral, ocupado por povos que falavam a mesma língua vinda de uma mesma origem, tendo quase os mesmos costumes. Porém dentre estes povos os tamoios constituíam várias tribos indígenas, uns se auto denominavam Tupiniquim e outros Tupinambá, profundamente divididos por ódios inconciliáveis.

Segundo Capistrano de Abreu, por conta deste ódio, os Tupinambá haviam repelidos os rivais para os sertões do Rio de Janeiro, para Porto Seguro e Ilhéus, para o norte de Pernambuco e para o litoral sul de São Paulo. Desde Bertioga até Cabo Frio continuavam os implacáveis Tupinambá combatendo os portugueses e em favor dos franceses, os combates se davam por terra e por mar. Os Tupinambá então se uniram para formar a chamada confederação, bastavam quatro índios para combater um exército, diziam os colonizadores.

As lideranças da Confederação eram: Cunhambebe, o chefe da confederação, temível guerreiro, Aimberé, filho de Kairuçú, que fora aprisionado pelos péros, Pindabuçu, chefe de aldeia no Rio de Janeiro, Araraí, chefe dos Guaianá, e Coaquira, chefe da aldeia Iperoig (Ubatuba). Cunhambebe, num de seus combates matou Rui Pinto, responsável pelo Governo das Armas, no período em que o Governador Geral foi um civil, o padre Gonçalo Monteiro, também vigário. Cunhambebe, truculento como era, guardou entre os troféus o hábito e a cruz de Cristo deste cavaleiro. Os cinco guerreiros estão estampados no brasão e na bandeira de Ubatuba, remando sobre uma canoa. Brasão este que ainda mantém as características originais do período do descobrimento, da colonização e formação de nosso País.

Tudo começou com a chegada dos portugueses que passaram a aplicar suas políticas de dominação, buscando impor diferentes formas de organização do trabalho. As diferentes maneiras de exploração ensaiadas, aplicadas pelo colonizador não surtiu e resultado esperado, contribuindo para a desorganização social e o declínio demográfico do povo nativo. Na tentativa de construir a base da colônia, acharam por bem cativar os nativos.

Ao sul de Ubatuba (Iperoig), São Vicente era a colônia portuguesa e transpondo a Serra do Mar, os jesuítas estabeleceram na ribeira do Tietê uma primeira missão que teve o nome do apóstolo das gentes, era 25 de janeiro de 1954, que tinham como aliados os tupiniquim. A facilidade de alimentos no planalto, a presença de tribos mais mansas e os portugueses ainda distantes, colaboraram na mudança de vida dos índios. O planalto de Piratininga começaria a ser chamado de São Paulo.
O casamento da índia Bartira, filha de Tibiriçá com o português João Ramalho aumentou a confiança dos índios do litoral sul com os portugueses. Tibiriçá era um grande chefe indígena convertido as causas da Coroa, o que atiçou ainda mais a inimizade entre as nações tupiniquim e tupinambá.

Ao norte da aldeia de Ubatuba, no Rio de Janeiro, os franceses tinham como comandante Nicolau Durrand de Villegagnon, que era conhecido por sua valentia e pelo saber. Durrand partiu de Brest e chegou ao Rio de Janeiro em novembro de 1555. Os franceses que tinham como única intenção colonizar a região, para isto atraíram os tupinambá em uma aliança, prometendo aos nativos que não seriam mais escravizados, teriam seus direitos e liberdades garantidos, e teriam de volta a posse de suas terras. Os franceses eram traficantes do pau-brasil por todo o litoral brasileiro e ameaçavam o reino de Dom João III.

EZEQUIEL DOS SANTOS



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