A história do loteamento
Balneário Maranduba

Loteamento Balneário
Maranduba fazia parte da sesmaria Brejahymirinduba de
Dom Pedro de Alcantara |
A história do loteamento
atualmente denominado “Balneário Maranduba” começa em em 13 de
março de 1797 na qual a Sesmaria Brejahymirinduba (ou
Maranduba). Por se achar devoluta, a sesmaria foi concedida a
Jose Ferreira de Castilho, José Faustino de Alvarenga e Joaquim
de Moura Ferreira.
Posteriormente essa sesmaria passou a pertencer a Dom Pedro de
Alcântara, a qual a regulamentou como Colônia S. Pedro de
Alcântara, da qual tivemos acesso a fragmentos de um regulamento
determinando os procedimentos na colônia no município de
Ubatuba, em comum com o engenho central sob a direção de Firmino
Joaquim Ferreira da Veiga, em 1982. Na página 14 deste
regulamento lemos o seguinte texto:
“A sesmaria está quase toda em matta virgem, e contém muita
madeira de lei e muito barro para telha e tijolo. Na foz do rio
Brejahymirim, tem a sesmaria um magnífico porto de mar, onde com
a maré vasia a sonda deu-me 30 palmos d´agua. N´um bello
ancoradouro, com uma ponte de 20 braças de comprimento, podem
atracar a terra navios que demandem 30 palmos de calado. Na ilha
que fica fronteira a foz daquelle rio, e que pertence por
direito de posse aos sesmeiros, observei magnífico cascalho para
o fabrico da cal.
Em uma palavra, na época em que nos achamos, quando se torna
indispensável fundar-se explorações agrícolas que tenham a
transformar o nosso systema de cultura extensiva, de substituir
o trabalho escravo pelo trabalho livre, não creio que possa
existir uma localidade que ofereça condições superiores às da
sesmaria de S. Pedro d´Alcantara, desde que para ali se
estabeleçam fábricas centraes e os terrenos forem divididos e
entregues a cultivadores nacionaes e estrangeiros aos quaes
podem se entregarem, não só ao cultivo da canna de assucar, como
aos demais productos tropicaes, visto a natureza e a topographia
dos terrenos.
Rio de Janeiro, 30 de maio de 1882. A. da Silva Netto.
Atestamos ser verdadeira a firma supra.
Antonio Gonçalves da Cunha Bastos e Manoel Lopes de Amorym”.

Registro da sesmaria
Brejahymirinduba |
Em 1928 as terras foram
arrematadas em praça nos autos de inventário do finado Capitão
Fermino Joaquim Ferreira da Silva, processado no Juízo de
Direito da 1º Vara de Niteroi, Estado do Rio de Janeiro, por
Manoel Jorge de Jesus e sua mulher, Laura Ribeiro de Jesus
conforme escritura pública de venda e compra datada de 21 de
dezembro de 1939 das notas do 19º Ofício Álvaro de Mello Alves
do Rio de Janeiro, conforme livro 14, fls 38 vº, no valor de cem
contos de réis (100:000&000).
Em 14 de outubro de 1941 as terras passam a pertencer a ETAM -
Empreza Territorial Agrícola Maranduba Ltda, com sede no Rio de
Janeiro conforme registro da transcrição 354.
No livro de registros públicos 3K de transcrição das
transmissões consta nas fls. 15 a transcrição 5019, feita em 2
de outubro de 1967 pela qual a
Construtora e Imobiliária
Jequitibá Ltda. Adquire da ETAM por NCR$ 20.000,00 (vinte mil
cruzeiros novos) a então Fazenda Maranduba (ou Brejahymirim),
atravessada pela rodovia Caraguá- Ubatuba, tendo por objeto
parte destacada em desmembramento da antiga sesmaria de D. Pedro
de Alcântara, situada em Ubatuba.
Em ofício datado de 29 de julho de 1966, o então prefeito de
Ubatuba, Francisco Matarazzo Sobrinho recebe da Construtora e
Imobiliária Jequitibá Ltda. o loteamento Maranduba após vistoria
das ruas e praças, estando elas de acordo com as Posturas
Municipais da época.
EMILIO CAMPI